Leite de Coco Artesanal – Arte extraida da Polpa

Pouco restou de preparos ancestrais artesanais como a extração do leite de coco entre outros realizados diariamente no Lagundri. Partimos do argumento qualidade em primeiro lugar para se iniciar uma pesquisa como esta. Foi há alguns anos quando eu ministrava uma aula e li para meus alunos a composição do leite de coco envasado pela industria, esse que está disponivel nas prateleiras de supermercado, independente de marca! Começou com uma brincadeira e acabou me chocando a quantidade de porcaria como expessantes, conservantes e estabilizantes que eles contem! Triste, muito triste! Bom quando se conhece a verdade é impossivel aceitar essas mentiras, essa química toda. Iniciou-se no Lagundri nossa pesquisa rumo ao leite de coco perfeito, com polpas frescas e água mineral – aqui da serra do mar – puríssima. Foram dezenas de erros, muitos calos nas mão, cozinheiros que abandonaram o barco e muita frustração até chegarmos ao creme maravilhoso extraído 2 vezes por semana aqui no restaurante. Recebemos as polpas tiradas da casca preservando – especialmente para mim – a película marrom que envolve a carne branca do coco o que dá um sabor amendoado ao leite. Ralamos essa polpa e fervemos ela ralada com a água da serra da Graciosa. Ao esfriar um pouco essa mistura é massageada manualmente por muitos minutos o que dá uma textura muito especial ao nosso leite até ela ser prensada numa prensa que nós desenvolvemos para facilitar a extração que durante muito tempo foi feita manualmente. O resultado é nossa menina dos olhos e orgulho máximo em nossa cozinha. Um néctar denso e super saboroso que nos dá a certeza de termos o melhor leite de coco desse planeta. É o orgulho de um pai que é apaixonado pela sua cria. E não sou só eu que acho isso não! Pergunte a qualquer um de nossos chefs e eu tenho certeza da resposta: é algo divino! E nunca mais foi vista nenhuma embalagem industrial em nossa cozinha!

Lagundri rumo aos 10 anos! Definitivamente não por acaso!!!! Namaste

Slow Food Day – O Dia Do Alimento

Slow Food Day. Reflexões sobre o alimento local. O futuro da alimentação.

A revolução caiçara. Proposta de resgate de gastronomia autóctone que valoriza a essência do povo litorâneo do sul do pais através do resgate de suas tradições, receitas e insumos quase esquecidos. Redesenhar a rota do alimento local, mapeá-los, resgatá-los e o mais importante: Usá-los em nosso dia-a-dia. O objetivo final disso tudo? Desenvolver e valorizar uma nova gastronomia em nosso litoral com os insumos redescobertos e com isso fixar o jovem em sua casa, de volta ao campo dando a ele uma nova perspectiva, uma carreira e um sonho – A Gastronomia!!!!
Vive La Nouvelle Cuisine Caissara!!! Com dois “S” mesmo.

Lagundri Slow Food/Nouvelle Cuisine Caissara

 

Ter orgulho de nossas origens, de ser caiçara, de toda tradição, dos séculos de transformações e história. Orgulhar-se da terra e suas técnicas de cultivo, do mar e de tudo que extrai-se dele, é nisso que estamos trabalhando, com projetos de resgate da cultura autóctone do povo litorâneo do sul do país que abandonado esqueceu-se do sentido tão lindo que é ser Caiçara e todo o respeito que essa tradição merece.

Esse povo que habita nosso litoral na verdade habita o litoral de todo planeta, suas técnicas se confundem e na foto acima eu pergunto: Bangkok, Goa, Lima ou Antonina?

Namaste

chef Marcelo Amaral